Fertilizandtes Organomineral - Parte 2

08.01.2018 Autor: Guy Carvalho Fonte: Papo de Cafeicultor
Fertilizandtes Organomineral - Parte 2

No último episódio, falamos da parte teórica do organomineral, agora vamos ver na prática. Para isso, viemos até a Fazenda Santa Cruz e vamos falar nessa lavoura que é em produção - recém podada -  e depois vamos ver o plantio também.

- Eduardo: Nessa lavoura podada, foi feito uma única aplicação e poderia ser uma única aplicação em uma lavoura em produção. O que nós consideramos em questão de aplicação é mais sobre a textura e a fertilidade do solo. Nessa região do Sul de Minas uma única aplicação seria interessante e nós recomendamos que o produtor faça uma avaliação de safra em dezembro e quando necessário faça uma segunda aplicação de acordo com a carga dependente real.

- Guy: Quer dizer, se ela mostrar mais carga, ele completa um pouco mais.

- Eduardo: Sim, mas se cara estiver condizente com a adubação não há necessidade mais aplicação.

- Guy: Não há tantas perdas com volatizações e fixação?

- Eduardo: Não, as percas ocorrem, mas são bastantes minimizadas com o sistema organomineral semelhante como na natureza. Essa eficiência é muito maior com os fertilizantes organominerais.

- Guy: Sobre época de adubação, qual o momento certo?

- Eduardo: Nós posicionamos antecipar o período chuvoso. Então, terminou a colheita o produtor deve realizar a aplicação independente do período de chuva. Por que tendo chuva e umidade, a planta vai começar a absorver esses nutrientes.

- Guy: Quer dizer, não tem aquela história de que no início a planta não tem sistema reticular ainda ou não precisa. Esquece tudo isso. Vamos falar de uma construção de fertilidade, está certo?

- Eduardo: Com certeza, nós sabemos que a planta de café responde a estímulos do meio: temperatura, umidade e água. Então, qualquer condição que se tenha esses pontos para a planta crescer e vegetar, isso será ativado. Portanto, fazer uma adubação antecipada, teremos uma maior eficiência em termos de vegetação e resposta da planta como um todo. 

- Guy: Ela vai responder com maior produtividade.

- Eduardo: Com certeza, então a adubação responde a esses estímulos que a planta recebe de absorção.

Estamos aqui nas áreas de plantação da Fazenda Santa Cruz e vamos falar sobre o organomineral no plantio. 

- Guy:  Eduardo, como pode ser feito o uso do organomineral no plantio?

- Eduardo: Na aplicação das lavouras, nós recomendamos a aplicação de organominerais principalmente a base de fósforo ao longo de todo o sulco de plantio e também uma complementação na corveta para ter esse fósforo prontamente disponível ao sistema reticular da planta nova para termos uma maior eficiência.

- Guy: Não tem problema, não há risco de queimar essas raízes?

- Eduardo: Não tem, o fósforo não tem esse efeito como tem o nitrogênio e o potássio. Então o fósforo não queima a raiz ou até mesmo a parte aérea da planta. Não tem esse problema.

- Guy: E esse benefício do organomineral, ele pode mitigar a falta de chuva ou pouca chuva?

- Eduardo: Sim, embora a parte orgânica não seja muito, ela tem uma alta retenção de água chamado de retenção de água ou poder de esponja. Então, ela absorve e retém mais umidade e mitiga essa questão de climática de chuva.

- Guy: Se colocar na corveta ela vai ajudar também?

- Eduardo: Sim, ajuda o sistema reticular da planta mais nova.

- Guy: Eduardo, aqui nessa área estamos usando 300 Kg por hectares baseado em trabalhos do Paulo Contigio, da Embrapa e outros trabalhos. Como seria isso em organomineral?

- Eduardo: Nós sabemos que a eficiência em fósforo no organomineral é aumentada 3 ou 4 vezes. O trabalho do Professor Malavoc mostra muito isso. Mas para a implantação da lavoura, nós fazemos esse aporte a mais de fósforo, mesmo sabendo da potencialização do fósforo no organomineral, usamos a dose cheia de fósforo na implantação.

- Guy: Quer dizer, você usaria aqui os mesmos 300 Kg?

- Eduardo: Sim, os mesmos 300 Kg.

- Guy: Repartido na corveta e no sulco?

- Eduardo: Exatamente, parte na corveta e no sulco.

Joseane Moraes, explica por que optou pelo uso do organomineral no plantio.

- Joseane Moraes: É um plantio novo, nós optamos pelo adubo organomineral até pelas condições climáticas. O organomineral vai ajudar na umidade do solo como melhorar a condição da matéria orgânica do solo que é uma coisa que estamos buscando quando optamos em utilizar o adubo organomineral.

Agora ela explica por que está usando na lavoura em produção.

- Joseane Moraes: Como nós somos uma fazenda certificada agente vem buscando e alinhando a questão também da adubação com a biodiversidade e para termos ambiente na lavoura que repitam o mesmo ambiente de floresta que é ter umidade e criar uma condição biológica no solo. O adubo organomineral nos dá essa oportunidade que nós buscávamos ter essa opção de um adubo mais saudável para a planta que agride menos a natureza e obtemos uma resposta junto com ele.

- Guy Carvalho: Eduardo se a recomendação do NPK foi equivocada e baseada em conceitos mais ultrapassados, considerando apenas a extração, por exemplo negligenciar o fósforo, quer dizer se ela estiver desequilibrada apenas o organomineral não irá fazer milagres.

- Eduardo: Com certeza Guy, todo o processo de adubação vem em cima de embasamento técnico de análises de solo, de folha de carga pendente e não somente a extração. Nós temos que ponderar todos os elementos de forma equilibrada para que a planta possa expressar o maior potencial de produção. Em termos de recomendação, nós podemos fazer um ajuste de demanda em termos de NPK porque a eficiência agronômica associada aos minerais da parte orgânica é maior.

- Guy: Quer dizer, nós podemos fazermos ajuste, porém isso não irá cobrir se a recomendação não for adequada.

- Eduardo: Com certeza, a recomendação deve ser entre parâmetros adequados com técnicos e agrônomos para se ter uma resposta adequada.

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