Pragas e Doenças do Cafeeiro: Hora Certa de Agir!

26.01.2018 Autor: Guy Carvalho Fonte: Papo de Cafeicultor
Pragas e Doenças do Cafeeiro: Hora Certa de Agir!

Amigos cafeicultores, estamos aqui na Fazenda Experimental em Varginha, Sul de Minas, da Fundação Procafé - um importante órgão de pesquisa que muito colabora com o desenvolvimento do café no Brasil. É finados de janeiro, vamos conversar com um colega e saber que dicas nós podemos levar para o cafeicultor nesse importante momento da produção.

E quem vai nos acompanhar e nos dar dicas é o meu amigo, pesquisador aqui da Fundação Procafé, e Engenheiro Agrônomo André Garcia.

- Guy Carvalho: André fale um pouquinho do clima, nesse momento, durante a produção.

- André Garcia: Guy o programa de monitoramento nos traz informações muito valiosas considerando a praga, a planta e o próprio clima. Apesar de nós termos um 2017 com chuvas muito ruins, a partir de dezembro de 2017 e agora 2018 as chuvas retornaram com uma quantidade desejada pelas plantas. Qual é a recomendação que fazemos aos produtores para eles ficarem atentos. Agora as plantas terão nutrientes desde que o produtor fique atendo as plantas que estão competindo com o café. Na parte de pragas e doenças a cada ano o comportamento delas podem mudar porque o clima tem mudado. Então, o produtor tem que ficar atendo e fazer o monitoramento e nessa época mais intensificado. Por que temperatura, luz, chuva e umidade é o que acelera as principais pragas e doenças da cultura do café.

- Guy Carvalho: Não é bom só para o café, mas também é bom para as pragas e doenças?

- André Garcia: É, a praga e a doença está gostando desse calor e dessa umidade. Então, o produtor, nessa época, tem que namorar a lavoura. Toda semana ele deve fazer o monitoramento e de acordo com a praga e da doença, ele deve ir no talhão que tem maior incidência histórica para observar o momento ideal para entrar com uma ação de controle. Então, hoje, nós prezamos muito pelo manejo integrado, a gente vê que o manejo isolado não é tão eficiente com o monitoramento o manejo integrado. A gente utilizar aqueles defencivos ideais associados as práticas culturais que vão conseguir manter aquela praga ou doença em um equilíbrio sem danos a planta.

- Guy Carvalho: E essas informações aqui da estação colabora exatamente com isso. Você vê a importância que o clima tem e a própria fundação oferece isso para o produtor. Ele pode acompanhar também essas informações da estação?

- André Garcia: Correto, o produtor pode entrar no site, pode estar acompanhando um pouco esse monitoramento que fazemos aqui e tentar entender conosco essas mudanças no ciclo das pragas e das doenças e está mais informado e capacitado para deixar a lavoura mais próximo do potencial produtivo dela.

- Guy Carvalho: Aí ele vai na lavoura para conferir se precisa realizar mais um controle?

- André Garcia: Tem que namorar a lavoura.

O convite para a pessoa que não conhece o programa de aviso do boletim da Fundação Procafé é só acessar o site abaixo e ir em boletim de notícia que cobre Sul de Minas, Mogiana e Triângulo Mineiro.

 

http://www.fundacaoprocafe.com.br/

 

- Guy Carvalho: André, nesse momento o que você destaca? Qual a principal doença e praga para ser controlada?

- André Garcia: Dessa semana, o principal foco é a ferrugem - onde estamos na segunda aplicação - que qualquer atraso pode estourar antes da hora. Na parte de praga é a questão da broca, apesar do nível baixo e pouco atrasado em relação aos outros anos, as condições climáticas estão favoráveis para que ela evolua nas próximas semanas.

- Guy Carvalho: Quer dizer, o produtor tem que ficar atento e agir se necessário nesse momento?

- André Garcia: Correto, mesmo que não apareceu a broca ou a ferrugem está sobre controle, ele deve ficar atento porque as próximas semanas agora, com a estiagem de chuva e de elevações de temperaturas, pode acontecer mudanças no comportamento dessa praga e dessa doença. 

- Guy Carvalho: Você pode mostrar, na lavoura, um pouco desses problemas?

- André Garcia: Vamos, será um prazer.

- André Garcia: Então, nessa área que estamos agora é uma variedade muito boa, porque é suscetível a ferrugem, onde nós fazemos o monitoramento porque não teve nenhum controle e nós podemos observar que nesse momento a ferrugem já atingiu o terço superior das plantas, o incide de folhas atacadas já evoluiu bastante e a severidade da doença já está alta, ou seja, há um dano nessa planta que é uma situação onde o produtor não fez nenhum controle. 

- Guy Carvalho: Quer dizer, o produtor não fez nenhum controle, e a doença já está instalada? Ele ainda pode fazer alguma coisa?

- André Garcia: É urgente um controle em uma planta com essa condição. Ele deve estar ciente que as folhas que estão atacadas irão cair, mas ele conseguirá diminuir a perda potencial que seria se ele não fizesse nenhum controle.

- Guy Carvalho: O ideal era que não tivesse acontecido isso e ele dessa continuidade no tratamento como você disse?

- André Garcia: Correto, o ideal era que ele fizesse o monitoramento dede de outubro e de novembro e agora iniciar com um segunda aplicação em torno de 50 dias após a primeira aplicação, onde a ferrugem começa a querer evoluir novamente pela baixa cobertura do efeito de fungicida.

- Guy Carvalho: Nesse caso, você tem um controle bastante satisfatório?

- André Garcia: Perfeito, a ação de um produto bom junto com o manejo integrado, nós conseguimos sair com a lavoura zerada de ferrugem e muito vigorosa.

 

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